Indicações da semana (08/05) | Destaques para assistir

Toda semana, conteúdos em destaque — com trailer, nota TMDB e o motivo da nossa recomendação.

Se você está na dúvida sobre o que assistir, aqui indicamos toda semana escolhas certeiras de filme e série para você curtir.

Essa semana é de terror. Sem rodeios.

Mas não é aquele terror genérico de catálogo — dois filmes e uma série que entram no gênero de formas bem diferentes. Tem o horror de criança, que é um dos mais perturbadores que existem porque mexe com algo que a gente não consegue simplesmente desligar. Tem o encerramento de uma das franquias mais longas do cinema de terror recente, com todo o peso e toda a bagagem que isso carrega. E tem uma série que usa o horror como cenário, mas é, no fundo, um estudo de personagens. Daquelas que ficam.

O que une os três não é o susto. É o desconforto. Cada um produz um tipo diferente — tem o físico, tem o moral, tem o existencial. E o curioso é que os mais antigos da lista podem ser os mais assustadores, dependendo do seu gosto.

Se você já tinha saudade de sentar no sofá com o coração acelerado, essa semana entrega.

Comenta aqui embaixo se já viu algum dos três, o que achou, se tem coragem para maratonar os dois filmes no mesmo dia. E fala também que tipo de indicação quer ver por aqui — mais terror, mais drama, mais ação? Tô curioso.

Pôster de Maligno (2019), indicação da semana
Filme

Maligno (2019)

★★★☆☆ 6.2 Terror, Thriller
93 min
Por que assistir
Criança perturbadora no cinema é clichê. Já sabemos. Mas Maligno consegue fazer algo que poucos do subgênero tentam: ele transforma o horror sobrenatural num dilema moral real. Em determinado momento, a pergunta deixa de ser "o que está possuindo esse menino?" e passa a ser "o que uma mãe faz quando o filho que ela ama pode não ser mais só o filho dela?" É esse peso que faz o filme valer — não os sustos.
Jackson Robert Scott, que já assustou como o Georgie em It: A Coisa, entrega aqui algo mais sutil e mais perturbador. Ele alterna entre inocência real e uma presença que claramente não pertence àquele corpo de oito anos. É físico. Você sente a mudança antes de entender o que está vendo.
O filme tem lá suas previsibilidades, mas duas cenas específicas — uma num laboratório escolar e outra envolvendo uma babá e uma escada — são o tipo de coisa que você ainda vai lembrar quando for dormir.
Pôster de Invocação do Mal 4: O Último Ritual (2025), indicação da semana
Filme

Invocação do Mal 4: O Último Ritual (2025)

★★★☆☆ 6.9 Terror
136 min
Por que assistir
Doze anos, quatro filmes, um universo inteiro construído em torno de dois personagens. Invocação do Mal 4 fecha esse ciclo — e entrega uma despedida bem melhor do que o terceiro capítulo fez parecer possível.
A primeira metade é a melhor coisa que Michael Chaves já dirigiu na franquia. O caso Smurl é genuinamente perturbador; a atmosfera está lá, e há uma cena envolvendo uma fita cassete que é exatamente o tipo de susto que a série fazia bem lá no começo. Dá aquela sensação de que o filme vai mesmo entregar.
Vera Farmiga e Patrick Wilson continuam sendo o motivo pelo qual você se importa. Tem um momento simples, de casal jogando pingue-pongue num intervalo entre o caos, que de algum jeito é mais cativante do que vários dos sustos do filme. É ali que você lembra por que passou uma década acompanhando esses dois.
O terceiro ato perde fôlego — os jumpscares ficam repetitivos e a família do caso some quando os Warren assumem. Mas o epílogo fecha a história com respeito pelos personagens e pelos anos que você investiu neles. Se acompanhou desde o início, vale.
Pôster de Penny Dreadful (2014), indicação da semana
Série

Penny Dreadful (2014)

★★★★☆ 7.8 Sci-Fi & Fantasy, Drama, Mistério, Action & Adventure
60 min Finalizada
Por que assistir
Três temporadas, 27 episódios, e uma das séries mais ambiciosas que a TV produziu na última década. A premissa joga Frankenstein, Dorian Gray e figuras do universo de Drácula numa Londres vitoriana sombria e podre — e, em vez de virar bagunça, vira algo raro: um estudo de personagens disfarçado de terror gótico. Cada pessoa nessa série carrega um peso que vai sendo revelado aos poucos, e, quando a série encaixa, você não consegue parar.
Eva Green como Vanessa Ives é o motivo principal para dar play. Tem um episódio inteiro na segunda temporada em que ela passa mais de quarenta minutos praticamente sozinha em cena, oscilando entre lucidez e possessão. Sem efeito especial. Só ela. É uma das atuações mais físicas e intensas que você vai ver em qualquer tela.
A terceira temporada divide opiniões e o final ainda incomoda uma parte do público. Mas as duas primeiras são quase impecáveis. É o tipo de série que você começa numa sexta e acorda no sábado ainda assistindo.

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