Indicações da semana (18/07) | Destaques para assistir

Toda semana, conteúdos em destaque — com trailer, nota TMDB e o motivo da nossa recomendação.

Se você está na dúvida sobre o que assistir, aqui indicamos toda semana escolhas certeiras de filme e série para você curtir.

As indicações da semana têm dois filmes de terror que assustam de formas opostas e uma série que trata viagem no tempo com um rigor que poucas produções do gênero arriscam.

Passageiro do Mal não perde tempo explicando regras. Alguma coisa começa a perseguir um casal depois que eles veem o que não deveriam ter visto, e o filme simplesmente segue daí. Obsessão parte de um desejo bobo — feito num brinquedo de loja mística — e vira, sem aviso, um estudo sobre o que acontece quando alguém consegue exatamente o que pediu. E Dark pega uma cidade pequena, duas crianças desaparecidas com décadas de diferença, e transforma isso numa engrenagem de tempo que dobra sobre si mesma.

Os dois filmes são recentes. Dark já tem alguns anos, mas esse tipo de série sobrevive ao tempo melhor do que a maioria dos lançamentos da semana.

Comenta aqui embaixo se já viu algum, o que achou. E fala o que quer ver por aqui nas próximas semanas — mais terror, mais ficção científica, mais suspense? Tô curioso.

Pôster de Passageiro do Mal (2026), indicação da semana
Filme

Passageiro do Mal (2026)

★★★★☆ 7.2 Terror, Thriller
94 min
Por que assistir

Maddie e Tyler estão numa viagem que já começou bem — ele pede ela em casamento no caminho, e ela aceita. Pouco depois, os dois testemunham um acidente violento na estrada. E dali em diante, alguma coisa passa a segui-los.

André Øvredal não explica o que é essa coisa, e não precisa. Ele já mostrou em “A Autópsia de Jane Doe” que sabe segurar uma cena no escuro sem cortar para aliviar a tensão. Aqui repete a fórmula dentro do carro: a câmera fica presa no reflexo do para-brisa, você não vê o que está atrás, só ouve.

O problema aparece no terceiro ato. Øvredal acelera o ritmo para encaixar uma sequência final espetacular e larga pelo caminho perguntas que o próprio roteiro levantou — quem é a entidade, por que escolheu esse casal, ninguém explica. A crítica notou isso: 48% no Rotten Tomatoes, número justo.

Mas, numa sala escura, com o som alto, o filme cumpre a única promessa que fez.

Pôster de Obsessão (2026), indicação da semana
Filme

Obsessão (2026)

★★★★☆ 8.2 Terror, Thriller
100 min
Por que assistir

Bear ama Nikki há anos e nunca disse. Compra um brinde de loja de artigos místicos que promete realizar um desejo por pessoa, e pede, sem pensar direito, que ela o ame mais do que qualquer coisa no mundo. O desejo funciona. O filme começa exatamente aí, no momento em que ele percebe que funcionou rápido demais.

Curry Barker filma o horror crescendo dentro do romance, não ao lado dele. Numa cena de jantar em família, Bear ainda sorri do jeito de sempre — mas alguma coisa no timing da fala mudou, e é ali, não numa cena de sangue, que o filme assusta pela primeira vez de verdade.

Michael Johnston segura essa mudança sem exagero: o mesmo sorriso do início volta na metade da história, mas agora chega um segundo atrasado, como se ele estivesse decidindo se ainda quer usá-lo.

O terceiro ato empurra a violência além do que a fábula psicológica pedia, trocando sugestão por explicitação. Ainda assim, vale pela primeira hora, que é quase perfeita.

Pôster de Dark (2017), indicação da semana
Série

Dark (2017)

★★★★☆ 8.4 Crime, Drama, Sci-Fi & Fantasy, Mistério
48 min Finalizada
Por que assistir

Uma criança desaparece numa cidade pequena da Alemanha. Décadas atrás, outra desapareceu do mesmo jeito, no mesmo lugar. A série não trata isso como mistério de procedimento policial — trata como uma equação, e passa as três temporadas resolvendo essa equação sem atalho.

O que separa Dark de outras séries sobre viagem no tempo é que ela nunca sacrifica a lógica interna por um momento de efeito. Toda alteração no passado tem consequência rastreável no presente, e a série mostra essa consequência cena a cena, até você entender o mecanismo sozinho — sem personagem parando para resumir o que acabou de acontecer.

Louis Hofmann faz Jonas confuso sem nunca parecer que está atuando confusão. Ele testa uma teoria, erra, testa outra — e o rosto dele não sai do lugar de quem ainda não entendeu, mesmo quando o espectador já entendeu antes dele.

Os primeiros episódios pedem paciência: o elenco é grande, os nomes se repetem entre gerações, e por um tempo você vai anotar quem é filho de quem. Depois disso, é ficção científica alemã que não facilita nada — e não devia.

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