Indicações da semana (26/09) | O que assistir nesta semana

Toda semana, conteúdos em destaque — com trailer, nota TMDB e o motivo da nossa recomendação.

Se você está na dúvida sobre o que assistir, aqui indicamos toda semana escolhas certeiras de filme e série para você curtir.

As indicações da semana têm gente disposta a atravessar qualquer linha por quem ama — um pai ex-presidiário, um pai enlutado, uma agente do FBI que carrega o próprio trauma como ferramenta de trabalho.

Herança de Sangue é Mel Gibson interpretando um motoqueiro fora da lei que precisa proteger a filha de um cartel de drogas — ação old school, sem enrolação, do tipo que quase não se faz mais. O Homem que Sussurra pega um escritor de romances policiais cujo filho desaparece e o obriga a recorrer ao próprio pai, um detetive aposentado, para reabrir um caso antigo que ninguém queria tocar de novo. E Fúria segue uma agente do FBI investigando uma assassina em série que mata homens poderosos — enquanto as duas mulheres, cada uma à sua maneira, seguem o próprio caminho até a justiça.

Três histórias sobre gente que aprendeu a viver com violência de perto — cometendo-a, investigando-a ou tentando proteger alguém dela. Nenhuma trata isso como espetáculo fácil.

Comenta aqui embaixo se já viu algum, o que achou. E fala o que quer ver por aqui nas próximas semanas — mais ação, mais suspense, mais thriller psicológico? Tô curioso.

Pôster de Herança de Sangue (2016), indicação da semana
Filme

Herança de Sangue (2016)

★★★☆☆ 6.2 Ação, Thriller, Drama
88 min
Por que assistir

Lydia liga para o pai, que não vê há anos. Ela matou o namorado traficante, o cartel quer ela morta, e o único aliado que resta no mundo é John Link — ex-presidiário, ex-alcoólatra, tatuador que vive numa caravana no meio do deserto. Ele não hesita.

Mel Gibson constrói Link sem tentar reabilitar a própria imagem — ele deixa a raiva acumulada do personagem funcionar como combustível, não como redenção fácil. Cada cicatriz no rosto dele conta uma história que o roteiro não precisa explicar em voz alta. Tem uma cena embaixo de uma moto que vira o ponto de virada mais tenso do filme, e funciona porque Gibson segura a cena sem exagero — só reação física, puro instinto de sobrevivência.

O roteiro é careca em alguns momentos — previsível na estrutura, com diálogos que enchem linguiça no ato do meio, quando a ação desacelera. Jean-François Richet claramente queria homenagear o cinema de ação dos anos 70 e 80, e às vezes essa homenagem pesa mais que a própria história.

Mas, quando o filme decide acelerar, Gibson entrega o que promete: um pai disposto a tudo.

Pôster de O Homem que Sussurra (2026), indicação da semana
Filme

O Homem que Sussurra (2026)

★★★☆☆ 6.9 Crime, Drama, Thriller
114 min
Por que assistir

O filho de oito anos desaparece. O escritor de romances policiais, que deveria saber lidar com crime na ficção, descobre que não sabe nada sobre lidar com ele na vida real. E o único jeito de investigar é recorrer ao próprio pai — um detetive aposentado que prendeu, décadas atrás, um assassino em série conhecido como O Homem que Sussurra. O caso agora reaparece.

Robert De Niro, como o pai investigador, traz aquela presença que só ele consegue entregar sem esforço aparente — um homem que carrega décadas de trabalho policial no jeito calado de observar cada cena do crime. Adam Scott, como o filho enlutado, processa o desespero com o corpo tenso de quem está sempre um segundo antes de desmoronar, sem nunca cruzar para o exagero melodramático.

A crítica notou que o filme tem elenco de sobra e atmosfera boa, mas que a tensão podia ter sido mais explorada — o clima é competente, mas raramente surpreende quem já viu esse tipo de investigação antes. O final também divide opiniões, com uma virada que uma parte do público achou exagerada demais para funcionar.

Ainda assim, com esse elenco reunido, o filme entrega tensão suficiente para valer a muito a pena.

Pôster de Fúria (2026), indicação da semana
Série

Fúria (2026)

★★★★☆ 7.4 Drama, Crime
52 min Em exibição
Por que assistir

Alice Black investiga uma assassina em série que mata homens poderosos, um por um. Catherine Grace planeja cada morte com precisão calculada. E quanto mais Alice se aproxima da verdade sobre Catherine, mais ela percebe que as duas têm mais em comum do que gostaria de admitir.

Emmy Rossum constrói Alice sem o clichê da agente heroica de procedural policial — ela carrega os próprios traumas dentro da investigação, e isso aparece nos olhos dela antes de aparecer em qualquer diálogo. Lola Petticrew, como Catherine, é igualmente perturbadora: ela nunca eleva a voz, nunca perde o controle, e é justamente essa frieza calculada que a torna assustadora.

Fúria usa a estrutura do gênero policial para falar sobre trauma, abuso e falência institucional sem nunca virar palanque — a série deixa a ambiguidade moral em aberto, sem apontar quem está certo. 98% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, com elogios unânimes tanto para Rossum quanto para Petticrew.

Já foi renovada para a segunda temporada antes mesmo de a primeira terminar. Não é exagero.

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