Indicações da semana (05/06) | O que assistir nesta semana

Toda semana, conteúdos em destaque — com trailer, nota TMDB e o motivo da nossa recomendação.

Se você está na dúvida sobre o que assistir, aqui indicamos toda semana escolhas certeiras de filme e série para você curtir.

As indicações da semana chegaram com Zendaya em dois lugares ao mesmo tempo — e os dois valem por razões completamente diferentes.

De um lado, ela está num filme da A24 com Robert Pattinson, que começa parecendo comédia romântica e vai torcendo devagar até virar outra coisa. No outro, está no encerramento de Euphoria — a série que foi fenômeno por duas temporadas e que chegou à terceira com tudo que isso implica.

E ainda tem Eternidade, que coloca uma mulher na vida após a morte, tendo que escolher entre o marido de 65 anos e o primeiro amor, que morreu jovem e ficou esperando. Um dilema que a maioria das pessoas nunca vai enfrentar — e que, mesmo assim, faz você pensar no que escolheria.

Dois filmes que brincam com o drama sem se levar completamente a sério — um pela fantasia, outro pelo humor ácido, e uma série que nunca soube fazer outra coisa e que chega ao fim sem abrir mão disso. Três títulos, três formas diferentes de tratar o mesmo tema.

Os três falam sobre escolha. Nossas decisões às vezes nos fazem questionar como seria se tivéssemos escolhido diferente. Essa é uma das coisas que o bom drama faz — te coloca no lugar do personagem aos poucos, e, antes que você perceba, já está torcendo, duvidando e sentindo junto com ele. E dramas que retratam isso bem mexem bastante, às vezes até demais. Essa semana tem três bons exemplos disso.

Comenta aqui embaixo se já viu algum. E se você acompanhou Euphoria desde o começo, conta o que achou do final — esse com certeza vai render discussão.

Pôster de Eternidade (2025), indicação da semana
Filme

Eternidade (2025)

★★★★☆ 7.1 Romance, Comédia, Drama
112 min
Por que assistir

Joan tem setenta e tantos anos, câncer terminal, e uma semana num limbo chamado Junction para decidir onde vai passar a eternidade.

Do lado de cá está Larry — Miles Teller —, o marido com quem viveu 65 anos, que briga com ela, a conhece de trás para frente e a irrita da forma mais familiar possível. Do lado de lá está Luke — Callum Turner —, o primeiro amor que morreu jovem na guerra e esperou décadas pela sua chegada.

É da A24 e tem aquela mistura de leveza e desconforto que o estúdio domina quando o roteiro permite — parece comédia romântica, mas vai cutucando onde dói.

Elizabeth Olsen não faz a viúva sentimental do drama padrão. Faz uma mulher que genuinamente não sabe a resposta, e você sente isso em cada cena em que ela está com os dois ao mesmo tempo.

O terceiro ato força uma resolução que a primeira metade sabiamente evitou construir — e aí o filme perde um pouco do que tinha. Mas, antes disso, ele já colocou uma pergunta dentro de você que não tem resposta fácil.

Pôster de O Drama (2026), indicação da semana
Filme

O Drama (2026)

★★★★☆ 7 Romance, Comédia, Drama
106 min
Por que assistir

Kristoffer Borgli — o diretor de Doente de Mim Mesma e O Homem dos Sonhos — tem uma habilidade específica: pegar situações que parecem normais e ir torcendo devagar até ficarem irreconhecíveis. O Drama faz isso com o casamento.

Charlie e Emma são o casal perfeito. A semana do casamento começa. Algo do passado dela emerge. O filme usa esse gatilho para observar como dois adultos que se amam conseguem se destruir com muito mais precisão do que qualquer inimigo externo conseguiria.

Zendaya e Pattinson têm uma química que o roteiro usa contra eles — você acredita no casal exatamente o suficiente para sentir quando começa a desmoronar.

Tem uma cena num ensaio do jantar de casamento em que nenhum dos dois fala o que está pensando, e a câmera fica registrando os dois sendo educados enquanto tudo está prestes a explodir.

Tem quem ache que Borgli não vai fundo o suficiente no tema que escolheu tocar — é uma crítica justa. Mas, como retrato de como um relacionamento sobrevive ou não à revelação da verdade, O Drama é realista.

Pôster de Euphoria (2019), indicação da semana
Série

Euphoria (2019)

★★★★☆ 8.3 Drama
57 min Finalizada
Por que assistir

As duas primeiras temporadas de Euforia criaram uma linguagem própria — a cinematografia de Marcell Rév, a trilha de Labrinth, Zendaya construindo Rue Bennett como uma das personagens mais complexas da TV recente.

Esse trabalho continua existindo, independentemente de qualquer coisa que venha depois.

A terceira temporada é diferente, e não inteiramente para melhor. Sam Levinson abandona o drama adolescente que definiu a série e mergulha num enredo de tráfico, prostituição e violência. O resultado oscila entre momentos fortes e arcos que não se sustentam.

A crítica foi dura — 43% no Rotten Tomatoes — e o final dividiu fãs de um jeito que ainda está gerando discussão.

Zendaya continua sendo o motivo principal para estar aqui. Ela descobre Rue em uma situação ainda mais complicada e transmite emoções inteiras apenas com as expressões faciais que ela cria — sem artifícios, sem a ajuda do roteiro.

O final vai irritar parte de quem acompanhou desde o começo. Mas Euforia merece ser vista completa. Não pelo que a terceira temporada entrega sozinha — pelo que as três temporadas constroem juntas.

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