Indicações da semana (07/08) | O que assistir nesta semana

Toda semana, conteúdos em destaque — com trailer, nota TMDB e o motivo da nossa recomendação.

Se você está na dúvida sobre o que assistir, aqui indicamos toda semana escolhas certeiras de filme e série para você curtir.

Doze naves alienígenas pousam ao redor do mundo e ninguém sabe o que elas querem. Uma bomba da Segunda Guerra é desenterrada no centro de Londres e vira desculpa perfeita para um assalto. Um agente de baixo escalão do FBI atende um telefone que nunca deveria tocar. As indicações da semana são sobre gente comum jogada no centro de crises que exigem raciocínio rápido — e sobre como cada um lida com isso de um jeito completamente diferente.

A Chegada é ficção científica que usa alienígenas como pretexto para falar de linguagem, tempo e memória — um dos filmes mais inteligentes do gênero na última década. Golpe Explosivo transforma uma cidade em pânico numa cortina de fumaça perfeita para um roubo milionário. E O Agente Noturno pega a fórmula clássica do thriller político e a mantém funcionando episódio após episódio, temporada após temporada.

Três histórias, três décadas diferentes, um fio em comum: personagens que não escolheram estar no centro do problema e que precisam decidir o que fazer estando lá.

Comenta aqui embaixo se já viu algum, o que achou. E fala o que quer ver por aqui nas próximas semanas — mais ficção científica, mais suspense, mais espionagem? Tô curioso.

Pôster de A Chegada (2016), indicação da semana
Filme

A Chegada (2016)

★★★★☆ 7.6 Drama, Ficção científica, Mistério
116 min
Por que assistir

Doze naves alienígenas pousam em pontos aleatórios do planeta e ficam paradas, silenciosas, sem dar explicação nenhuma. Louise Banks é chamada para decifrar a linguagem deles antes que algum governo decida atacar por puro medo. O filme parece ser sobre isso. Não é.

Denis Villeneuve constrói A Chegada como um quebra-cabeça sobre tempo e linguagem que só se revela por completo no final — e que muda tudo que você pensava ter entendido sobre as cenas anteriores. É o tipo raro de reviravolta que não trapaceia: releva o filme inteiro sob nova luz sem precisar reescrever nada.

Amy Adams carrega Louise com uma quietude que esconde mais do que mostra. Tem uma cena em que ela entra pela primeira vez na nave, e o jeito como ela processa o medo — controlando a respiração, forçando o corpo a continuar andando — diz mais sobre a coragem da personagem do que qualquer diálogo heroico diria.

O ritmo é deliberadamente lento, e quem espera confronto espacial convencional vai se frustrar. Mas, para quem tem paciência, A Chegada entrega uma das experiências mais completas que a ficção científica já produziu.

Pôster de Golpe Explosivo (2026), indicação da semana
Filme

Golpe Explosivo (2026)

★★★★☆ 7 Ação, Crime, Drama, Thriller
98 min
Por que assistir

Uma bomba da Segunda Guerra Mundial aparece enterrada num canteiro de obras no centro de Londres. A cidade entra em pânico, a evacuação começa, e é exatamente esse caos que uma quadrilha de assaltantes estava esperando para agir sem ser vista.

David Mackenzie, o mesmo diretor de Refém do Diabo, monta Golpe Explosivo como duas histórias correndo em paralelo — o esquadrão antibombas correndo contra o relógio, os ladrões usando o caos como camuflagem — e faz as duas tramas se cruzarem sem que nenhuma pareça secundária. Tem uma sequência dentro do prédio evacuado, com os assaltantes se movendo em silêncio enquanto a explosão certa pode acontecer a qualquer segundo, que consegue ser tensa nos dois sentidos ao mesmo tempo.

Aaron Taylor-Johnson como o major encarregado da bomba, equilibra competência técnica com um cansaço visível — ele já fez isso antes, sabe o preço de errar, e isso aparece em cada decisão calculada que toma. Theo James como o líder dos assaltantes, traz um charme calculista que funciona bem como contraponto.

O filme abraça o exagero do gênero sem pedir desculpas por isso. É pulp bem-feito, do início ao fim.

Pôster de O Agente Noturno (2023), indicação da semana
Série

O Agente Noturno (2023)

★★★★☆ 7.7 Action & Adventure, Drama, Mistério
54 min Em exibição
Por que assistir

Peter Sutherland trabalha no porão da Casa Branca, monitorando uma linha telefônica de emergência que nunca toca. Até tocar. Do outro lado está Rose Larkin, sendo perseguida por assassinos, e o que começa como um telefonema vira uma conspiração que sobe até o Salão Oval.

O Agente Noturno não reinventa o thriller político — usa a fórmula com competência suficiente para fazê-la funcionar temporada após temporada. Cada ano muda a conspiração central, mas mantém o que faz a série funcionar: o ritmo acelerado, o senso de que ninguém no elenco está seguro, a disposição de matar personagens que você não esperava perder.

Gabriel Basso como Peter, constrói um herói que erra, hesita e, ainda assim, continua tomando decisões — sem a confiança artificial que thrillers de espionagem costumam empurrar em protagonistas assim. A química dele com Luciane Buchanan como Rose sustenta boa parte da primeira temporada, com os dois aprendendo a confiar um no outro sem exagerar no romance.

A crítica notou momentos previsíveis no roteiro. É verdade. Mas O Agente Noturno entrega exatamente o que promete, com uma consistência rara para séries desse tipo.

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