Indicações da semana (29/05) | Filmes e séries para assistir

Toda semana, conteúdos em destaque — com trailer, nota TMDB e o motivo da nossa recomendação.

Se você está na dúvida sobre o que assistir, aqui indicamos toda semana escolhas certeiras de filme e série para você curtir.

Essa semana ficou com uma combinação que não esperava gostar tanto.

Tem a Pixar de volta ao seu melhor — e, quando a Pixar acerta, acerta de um jeito que poucos estúdios no mundo conseguem. Tem um drama sobre luto, solidão e uma amizade completamente improvável que já está fazendo gente chorar nas redes. E tem a adaptação daquele livro de romance universitário que metade da internet leu nos últimos anos e que agora virou série.

O curioso é que os três falam sobre conexão. De formas radicalmente diferentes — uma criança que vira castor robótico para salvar um lago, uma viúva que encontra respostas num polvo, dois universitários que firmam um acordo que não era para virar sentimento — mas todos chegam no mesmo lugar: às vezes você encontra as pessoas certas nos lugares mais improváveis.

Essa semana tem algo para cada tipo de público. Família, drama, romance. Raramente as indicações chegam tão redondas assim.

Comenta aqui embaixo se já viu algum, se leu o livro de Off Campus antes da série, o que está achando. E fala o que quer ver por aqui nas próximas semanas.

Pôster de Cara de Um, Focinho de Outro (2026), indicação da semana
Filme

Cara de Um, Focinho de Outro (2026)

★★★★☆ 8.1 Aventura, Animação, Comédia, Família, Ficção científica
105 min
Por que assistir
A Pixar estava devendo. Depois de alguns anos apostando em continuações e tropeçando, Cara de Um, Focinho de Outro é o tipo de filme original que fez o estúdio ser o que é.

Mabel é uma adolescente que transforma o próprio cérebro numa unidade robótica de castor para se infiltrar no mundo animal e salvar o lago que a avó amava. A premissa é absurda. E Daniel Chong filma como se não fosse — com urgência, humor e uma crítica ao capitalismo predatório que crianças vão sentir e adultos vão entender de verdade.

Jon Hamm como o vilão político é exatamente o que você esperaria de Jon Hamm como vilão político — charmoso, conveniente, vazio. Funciona. Mas quem rouba o filme é Meryl Streep numa participação que não vou entregar aqui. Você vai saber quando chegar.
O terceiro ato acelera demais e perde um pouco da sutileza que a primeira metade construiu com cuidado. Mas até lá o filme já ganhou você. 96% no Rotten Tomatoes não é coincidência.
Pôster de Criaturas Extraordinariamente Brilhantes (2026), indicação da semana
Filme

Criaturas Extraordinariamente Brilhantes (2026)

★★★★☆ 8.5 Drama, Mistério
114 min
Por que assistir
Tova tem setenta anos, limpa aquário à noite e perdeu o filho décadas atrás sem nunca saber o que aconteceu. Marcellus é um polvo-gigante-do-Pacífico com inteligência extraordinária e uma personalidade mais afiada do que a maioria dos personagens humanos do cinema recente.

A amizade entre os dois é o coração de Criaturas Extraordinariamente Brilhantes — e Sally Field faz Tova com aquela economia de gestos que só atores muito bons conseguem. Ela não precisa chorar em cena para você sentir o peso do que a personagem carrega. Tem um momento em que ela dobra um avental com cuidado excessivo, como se a rotina fosse a única coisa que ainda a mantém de pé. É uma cena pequena. Fica.

Marcellus é CGI, mas Olivia Newman o dirige com tanta especificidade de comportamento — os tentáculos que se movem antes de qualquer decisão, o jeito de observar antes de agir — que você esquece que ele não existe. O filme tem momentos em que se sente um pouco calculado na emoção, como adaptações de best-sellers às vezes caem nessa armadilha. Mas Field não deixa o filme escorregar. Ela segura tudo.
Pôster de Off Campus: Amores Improváveis (2026), indicação da semana
Série

Off Campus: Amores Improváveis (2026)

★★★★★ 9.1 Drama
50 min Em exibição
Por que assistir
Hannah é a estudante dedicada. Garrett é o jogador de hóquei mais popular da Briar University. O acordo entre os dois — ela o ajuda a passar nas matérias, ele a deixa usar a casa compartilhada com os amigos como refúgio — é a desculpa mais clássica do romance universitário para colocar dois opostos no mesmo espaço.

Amores Improváveis sabe disso. E não tenta esconder. A série abraça a fórmula da autora Elle Kennedy com convicção total, e essa honestidade é o que a faz funcionar — não tenta ser mais do que é, e por isso entrega bem o que promete.

Ella Bright como Hannah é onde a série mais acerta. Ela não faz a protagonista ingênua do Young Adult padrão — faz uma garota com ambições próprias que vai sendo fisgada aos poucos, sem nunca perder o fio do que quer para si mesma.

Tem um episódio em que ela precisa escolher entre o que sente e o que planejou para a vida, e Bright sustenta a cena sem precisar de discurso.
93% no Rotten Tomatoes para uma série de romance universitário diz muito. Já foi renovada para a segunda temporada antes mesmo de estrear.

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