Indicações da Semana de Filmes e Séries — 10/01/2026

Toda semana, conteúdos em destaque — com trailer, nota TMDB e o motivo da nossa recomendação.

Se você está na dúvida sobre o que assistir, aqui indicamos toda semana escolhas certeiras de filme e série para você curtir.

As indicações da semana chegaram com três títulos muito diferentes entre si — e cada um bom do seu jeito.

Um drama brasileiro que surpreende pela delicadeza com que trata solidão e família. Um dos filmes mais premiados e comentados dos últimos anos, que ainda divide quem assiste e que vale cada minuto. E uma série médica que faz o que o gênero raramente consegue — te coloca dentro do plantão de um jeito que é difícil largar.

Rodrigo Santoro carrega O Filho de Mil Homens com uma contenção que poucos atores brasileiros teriam. Pobres Criaturas é Emma Stone num papel que não dá para esquecer. E The Pitt tem Noah Wyle de volta às séries médicas — e ele claramente não perdeu o jeito.

Comenta aqui embaixo se já viu algum, o que achou. E fala o que quer ver por aqui nas próximas semanas — mais drama, mais ação, mais séries? Tô curioso.

Pôster de O Filho de Mil Homens (2025), indicação da semana
Filme

O Filho de Mil Homens (2025)

★★★★☆ 7.4 Drama
126 min
Por que assistir

Crisóstomo tem quarenta e poucos anos, vive numa vila litorânea e carrega um desejo simples que nunca conseguiu realizar: ser pai. Quando Camilo aparece — um menino órfão de doze anos —, algo começa a se encaixar. Depois chegam Antonino e Isaura, cada um fugindo da própria dor. E o filme vai construindo essa família improvável com uma paciência e uma delicadeza que o cinema brasileiro raramente permite.

Rodrigo Santoro conduz Crisóstomo com uma economia de gestos que funciona muito bem — ele não precisa explicar o que o personagem sente porque você vê no jeito em que segura o silêncio. Johnny Massaro, como Antonino, carrega uma inquietação constante, o corpo sempre ligeiramente tenso, como alguém que aprendeu que o mundo não é seguro para ele.

Daniel Rezende filma com calma deliberada — às vezes lenta demais, e tem momentos em que a narrativa parece paralisada quando deveria se mover. Mas, quando o filme acerta, acerta fundo. É o tipo de história que não vai esquentar o sangue, mas que fica depois que acaba.

Pôster de Pobres Criaturas (2023), indicação da semana
Filme

Pobres Criaturas (2023)

★★★★☆ 7.6 Ficção científica, Romance, Comédia
141 min
Por que assistir

Bella Baxter acorda num corpo adulto com a mente de uma criança e vai descobrindo o mundo sem filtro — a violência, o prazer, a política, o afeto — com uma curiosidade que não reconhece vergonha. Yorgos Lanthimos usa essa premissa para fazer o que ele faz melhor: expor o absurdo das convenções sociais até ficarem irreconhecíveis.

Emma Stone entrega uma das atuações mais físicas dos últimos anos. Bella tem uma forma própria de andar, de gesticular, de olhar — um vocabulário corporal inteiro que Stone construiu do zero e que é específico demais para passar despercebido. Tem cenas em que ela processa uma informação nova sobre o mundo com uma expressão que mistura espanto e lógica pura, sem nenhum julgamento moral. É desconcertante do jeito certo.

O filme divide opiniões — a abordagem de Lanthimos é fria e distanciada por design, e quem espera emoção convencional vai sair frustrado. Mas, como experiência cinematográfica, Pobres Criaturas é difícil de ignorar. Ganhou a Palma de Ouro em Veneza e o Oscar de melhor atriz por boas razões.

Pôster de The Pitt (2025), indicação da semana
Série

The Pitt (2025)

★★★★☆ 8.7 Drama
52 min Em exibição
Por que assistir

Cada episódio de The Pitt cobre uma hora de um plantão de quinze horas num pronto-socorro de Pittsburgh. Sem cortes no tempo, sem atalhos narrativos. Você entra no turno junto com a equipe e só sai quando o episódio acaba.

Esse formato é o que faz a série funcionar de um jeito que séries médicas raramente conseguem. A pressão não vem dos casos em si — vem da acumulação. Hora após hora, decisão após decisão, o cansaço vai se instalando nos personagens e você sente isso sem que ninguém precise dizer.

Noah Wyle como o Dr. Robby carrega o peso do turno no rosto — tem um momento no meio da temporada em que ele precisa tomar uma decisão impossível com poucos segundos, e Wyle segura a cena só com os olhos antes de agir. É o tipo de atuação contida que séries assim geralmente trocam por drama explícito.

O ritmo pode incomodar quem espera reviravoltas a cada episódio — The Pitt não funciona assim. Mas quem entra no ritmo dela dificilmente larga no meio.

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